A chegada da nova geração de placas de vídeo da NVIDIA, com a NVIDIA GeForce RTX 5080, promete redefinir os limites do desempenho em jogos. Para testar o poder desta GPU, nada melhor do que um dos títulos mais exigentes da atualidade: S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl. Este jogo, construído na Unreal Engine 5, é conhecido por levar o hardware ao limite, apresentando visuais impressionantes, mas também instabilidade de frame time e uma forte dependência de tecnologias de upscaling como o DLSS. Nesta análise, detalhamos como a RTX 5080 se comporta em diferentes resoluções, desde o 4K até o 1080p, e se ela entrega a experiência flagship que os jogadores brasileiros esperam.
O foco principal desta análise é o desempenho da RTX 5080 em cenários de alta demanda, utilizando as configurações épicas e as mais recentes tecnologias de geração de quadros e upscaling da NVIDIA. O sistema de teste incluiu um processador Ryzen 9 7980X3D e 32GB de RAM, garantindo que a placa de vídeo fosse o principal fator limitante do desempenho em muitos casos. Os resultados mostram que, embora a placa seja um monstro de performance, o motor gráfico do jogo ainda apresenta desafios significativos.
Arquitetura e Design da Founders Edition
A NVIDIA GeForce RTX 5080 Founders Edition, testada em suas configurações padrão, representa o ápice da engenharia de hardware da NVIDIA. Seu design não apenas foca na estética, mas também na eficiência térmica, crucial para manter o desempenho estável sob carga máxima. A arquitetura Blackwell, que sustenta a série RTX 50, traz melhorias significativas no processamento de Ray Tracing e na eficiência energética, elementos vitais para lidar com a complexidade visual de jogos como S.T.A.L.K.E.R. 2. A capacidade de utilizar o DLSS 4, forçado via override da NVIDIA, é um diferencial que será explorado em detalhes.
Qualidade de Imagem e o Poder do DLSS 4
A qualidade visual em S.T.A.L.K.E.R. 2 é inegável, mas a forma como a RTX 5080 a manipula com o DLSS 4 é o que realmente impressiona. Em 4K, a taxa de quadros nativa com DLEA (Deep Learning Anti-Aliasing) fica em torno de 50 fps. No entanto, ao ativar o DLSS Quality, o desempenho salta para 60–70 fps sem a geração de quadros. A imagem gerada pelo DLSS 4 é notavelmente mais nítida e estável do que as versões anteriores, com detalhes de folhagem mais claros. A combinação de DLSS Quality com a Geração de Quadros (Frame Generation) eleva o desempenho para impressionantes 120–130 fps, oferecendo uma experiência fluida com latência aceitável, graças à alta taxa de quadros base.
Em resoluções mais baixas, como 1440p, o DLSS Quality já mostra uma degradação de imagem perceptível, tornando o DLEA a melhor escolha para consistência. Já em 1080p, o uso do DLSS Quality é desaconselhado, pois a resolução de renderização interna torna a imagem muito suave, sendo o DLEA a opção mais viável para manter a clareza visual.
Desempenho em 4K, 1440p e 1080p
O desempenho da NVIDIA GeForce RTX 5080 varia significativamente com a resolução e as tecnologias ativadas:
- 4K (Configurações Épicas, DLEA): Média de 50 fps. O consumo da GPU é alto, mas picos de frame time causam instabilidade.
- 4K (DLSS Quality + Frame Generation): Média de 120–130 fps. A melhor experiência geral, equilibrando fluidez e qualidade de imagem.
- 1440p (DLEA): Média de 80–100 fps. A imagem é mais clara que em 1080p, mas a flutuação no uso da GPU em áreas movimentadas indica gargalo de CPU.
- 1080p (DLEA): Média de 90–100 fps. O desempenho é limitado principalmente pela CPU, com o uso da GPU caindo para a faixa dos 80% em momentos de stuttering. A Geração de Quadros eleva o FPS para cerca de 160, mas a suavidade da imagem e a instabilidade do frame pacing persistem.
O gargalo de CPU é um ponto de atenção, especialmente em 1440p e 1080p. Mesmo com um Ryzen 9 7980X3D, o uso da GPU cai abaixo de 95%, indicando que o processador está sendo totalmente utilizado. A Geração de Quadros ajuda a mitigar o problema, mas não resolve a instabilidade do frame time causada pelo motor do jogo.
Latência, Otimização e Preço
A latência em S.T.A.L.K.E.R. 2, mesmo com a RTX 5080, ainda não é ideal. O NVIDIA Reflex reduz o input lag, mas a estabilidade não é total. A Geração de Quadros, embora aumente a fluidez, pode introduzir picos de latência perceptíveis em combate. No entanto, para um jogo single-player, a experiência é mais do que satisfatória. Desde o lançamento, a estabilidade melhorou, com menos stuttering e picos de frame time menos severos. O jogo ainda é exigente, mas as correções recentes o tornaram mais agradável de jogar.
O preço da NVIDIA GeForce RTX 5080 no Brasil ainda é uma incógnita, mas o preço sugerido de US$ 1000 [1] a posiciona como uma placa de alto custo. Para o jogador brasileiro, o investimento se justifica apenas se o objetivo for o 4K com taxas de quadros elevadas, aproveitando ao máximo o DLSS 4 e a Geração de Quadros. Para 1440p, a placa é um exagero de poder que será frequentemente limitado pela CPU.
Vale a pena investir na NVIDIA GeForce RTX 5080?
A NVIDIA GeForce RTX 5080 é, sem dúvida, uma placa de vídeo de ponta, capaz de entregar uma experiência 4K de altíssima qualidade em um dos jogos mais pesados da atualidade. O DLSS 4 e a Geração de Quadros são tecnologias transformadoras que elevam o desempenho a níveis antes inatingíveis. Contudo, a placa expõe as limitações de otimização do motor Unreal Engine 5 em S.T.A.L.K.E.R. 2, onde o gargalo de CPU se torna um fator limitante em resoluções mais baixas.
Prós
- Desempenho excepcional em 4K, especialmente com DLSS Quality e Geração de Quadros.
- DLSS 4 oferece qualidade de imagem superior às gerações anteriores.
- Melhorias de estabilidade e otimização do jogo tornam a experiência mais fluida.
Contras
- Preço de lançamento elevado (estimado em US$ 1000).
- Gargalo de CPU perceptível em 1440p e 1080p, limitando o potencial da GPU.
- Instabilidade de frame time em áreas movimentadas do jogo.
Veredito
A RTX 5080 é a escolha ideal para quem busca o máximo de desempenho em 4K e está disposto a pagar o preço de uma placa flagship. Ela domina o 4K, mas seu poder é subutilizado em resoluções menores devido a limitações do motor gráfico do jogo. É uma placa que mira no futuro, mas que ainda precisa de jogos mais otimizados para brilhar em todo o seu potencial.
Para mais informações sobre a nova arquitetura da NVIDIA, confira nosso artigo sobre a NVIDIA RTX 50 Series: Blackwell Chega para Redefinir o PC. Você também pode consultar a análise completa do NoobFeed [2] e a página oficial do jogo [3].
Nota Final: 8.5/10.0
Referências: